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terça-feira, 15 de outubro de 2019

terça-feira, outubro 15, 2019

Ecobocaina - pelos caminhos do cerrado e nos arredores da capital!

Olha eu aqui de novo cada dia mais encantada com os arredores da capital!

E desta vez a parada foi na Fazenda Ecobocaina, uma dessas surpresas bem perto de Brasília, cerca de 70 km a partir do Colorado (ponto de encontro de trilheiros, bikers etc), na BR 010 -  sentido Chapada dos Veadeiros. 
Fica bem na entrada na rampa do voo livre, antes de São Gabriel e são somente 4 km de estrada de terra. Ou seja, muito fácil de chegar!


Ecobocaina tem trilhas, mirantes, cachoeiras, poços para  banho e muito cerrado, além da diversidade de fauna e flora que impressiona e encanta. Na fazendo é onde fica a fonte de captação da Água Mineral Buriti, ou seja, as nascentes são de água mineral fresquinhas. O nome significa “passagem estreita entre duas serras” no tupi e é fácil entender pois a trilha de 8km (que corresponde ao desafio Ecobocaina)  é um círculo que contorna o “miolo” das duas  serras onde a Fazenda se localiza. Nos mirantes podemos ter a vista 360º.  do Vale Paranã, seja na trilha menor ou na maior, e acredite, a vista já vale a experiência.



As nascentes da fazenda vêm do Córrego Palmeira, afluente do Rio Paranã. As principais são a Bocaina (onde está a captação de água), Reis Magos, Abismo, Grota da Bocaina, Evaristo, Caititu, Água Doce, entre outras.  Agora, falando da trilha de 8km - o desafio -  eu preciso confessar e destacar: É coisa de trilheiro profissional. No meio da trilha eu tive a sensação de que estava naquele programa antigo chamado “No Limite”, lembra? Mas no final, deu tudo certo e o desafio foi cumprido.
Quer saber como é? Vamos lá!
A trilha de 8km é lindíssima, mas acredite, recomendada para quem faz trilha ou está em bom condicionamento. Eu, particularmente, passei muita dificuldade e não me considero sedentária. O grupo tinha pessoas como eu e também alguns que praticam corrida de longa distância, muito bem preparados. Isso ajudou muito no apoio de conclusão da trilha, pois todos se  ajudavam a cada etapa. De fato, a determinação e concentração, foram os gatilhos para eu conseguir fazer a trilha, mesmo não sendo trilheira profissional. E se eu pudesse eleger mais alguns gatilhos, seriam: calma, paradas importantes para recuperar fôlego e suporte do grupo. É importante estar em grupo! E se o grupo for de amigos, melhor ainda. Entretanto, importante ressaltar aqui que o sentimento de solidariedade surge naturalmente, mesmo em grupos não necessariamente tão próximos.


Preparação para começar a trilha
Na chegada à fazenda a recepção fornece todas as instruções  e orientações. Por ser um local que exige a visita guiada e em grupo, o ideal é reservar com antecedência. No site tem tudo bem detalhado, é só acessar aqui.
O mapa trilha apresentado na recepção é bem explicado e todos os possíveis percursos são sinalizados em cores diferentes. Como de praxe,  o cuidado com a fauna local é muito recomendado. As subidas e descidas são sinalizadas com cordas em corrimão. É importante ficar atento quando segurar na corda, pois sempre pode-se encontrar formigas, aranhas e outros peçonhentos que podem atrapalhar o passeio.
Algumas coisas importantes antes de ir:
  • A fazenda não permite trilha sem guia e os grupos são de no mínimo 8 pessoas, qualquer quantidade inferior a 8 pessoas, converse com a recepção da Fazenda e os preços podem ser ajustados.
  • A fazenda oferece pontos de resgate e apoio com comunicação via rádio em vários pontos da trilha
  • A idade mínima é de 12 anos.
  • O desafio 8km tem duração aproximada de 6 a 7 horas considerando as paradas para banho nos poços e cachoeiras
  • Importante levar um lanche para o final da trilha
  • Itens básicos: roupas adequadas, tênis adequado, repelente, protetor, garrafa de água, luvas, boné/chapéu
A trilha
No começo da trilha, seguimos para o Mirante do Abismo, Mirante da Pedra e Pico 360º.  Esta é a prova de fogo para continuar ou não na trilha maior, desafio de 8km. Sabe porquê?  Porque nessa primeira parte tem uma descida e subida para o 360º. de mais ou menos 500m no total que exige muito esforço. Exatamente nesse momento que a gente decide se continua ou não, pois tem a percepção do que será a trilha completa.
O interessante dessa trilha é que a maior parte do tempo é descida, inclusive, utilizando-se de uma estrada histórica chamada Cavaleira. A questão é : não há conforto pelo fato de ser descida! O percurso requer muito autocontrole e a sensação é a mesma daquele exercício de agachamento que faz o  músculo da frente da coxa tremer. Se o abdome não estiver travado, a gente desce ladeira abaixo SEM FREIO.  
Ao final da descida, os poços e cachoeiras vão se revelando e são paradas obrigatórias. Cada parada vale muito a pena e os banhos são sensacionais. Preparo para a subida de retorno, chamada subida do “Camaleão”. Considere que a descida é a maior parte da trilha, mas a subida, é a mais difícil. Na última cachoeira, depois de subir uma escada enorme, começa a trilha de retorno, com cerca de 1km de extensão sempre para cima. Nesse momento, desejei um helicóptero!



No final, tudo valeu a pena e é gratificante demais. A beleza do caminho e a riqueza da natureza e a abundância da água, valem todo o esforço. A sensação é de total superação e muita adrenalina. E, como parte desse“grand finale”, bem no topo da fazenda com a vista do Vale Paranã ao fundo em 360º, uma ducha de água mineral forte, límpida e fria te convida para esse abraço. Vencida a subida, o coração explodindo de alegria e cansaço, nada melhor que ser agraciado com essa ducha e a contemplação do vale.
Fim da trilha, começo de outras caminhadas...
Depois da caminhada, as pessoas já estão bem muito próximas. A alegria e o cansaço são compartilhados com a fome, claro. O lanche que cada um levou é acomodado numa grande mesa e compartilhado entre todos. Tudo se mistura. As fotos se compartilham, as afinidades são descobertas, a sensação de estarmos bem acompanhados é eminente e certa. Novas agendas de encontros começam a surgir. 
E pensar tudo começou com pouca intimidade, mas no final tá tudo junto e misturado. E sabe porquê?
Vencer a dificuldade e o desconhecido. Temos uma capacidade inconsciente e natural de praticarmos a solidariedade em grupo, ajudar e apoiar na dificuldade. E melhor: vencer.
Parece clichê e conversa de auto-ajuda, mas viver em Brasilia, ter o cerrado como terapeuta e amigos como inspiração...é um privilégio.
Deu vontade né? Pois então. Eu já estou pensando na próxima.



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

terça-feira, dezembro 11, 2018

Paraíso na Terra – Brasília – DF - Reconecte-se

Brasília foi erguida no meio de um bioma riquíssimo de tesouros naturais que podem ser incorporados ao dia-a-dia de quem vive e de quem visita a nossa cidade.



Como uma candanga assumida e apaixonada busco sempre explorar esses roteiros e mostrar riquezas que fazem parte do nosso estilo de vida e nossa forma viver Brasília, muito mais que o estereótipo difundido equivocadamente.
Muitas pessoas de fora da cidade me questionam sobre o tipo de turismo a ser feito na cidade e sempre falo dos roteiros monumentais (já conhecidos por todos), roteiros religiosos, históricos (estamos no meio do Goiás), naturais, culturais etc, além das maravilhas da região que tem o céu como mar, pois é aqui, aonde o brasiliense vive tão distante do mar, que existe uma infinidade de locais para um bom banho de cachoeira há menos de 1 hora de distância do centro da capital e a contemplação de um céu visto 360 graus.





O Paraíso da Terra é um tesouro preservado e com uma vista do cerrado de perder o fôlego que fica na APA (Área de Proteção Ambiental) do Cafuringa e rodeado de nascentes, rios e cachoeiras que protegem nossa fauna do cerrado.










É de fácil acesso e a estrada está muito bem sinalizada. Fica na direção de Brazlândia.
Um espaço inusitado, construído com o objetivo de oferecer uma estadia de muita contemplação, paz e meditação. Bastante procurado por grupos que buscam uma conexão e estudos espirituais e também aberto às pessoas que querem alguns momentos de diversão meditativa.

Tem que fazer agendamento pelo telefone que está no site e a entrada está condicionada a essa reserva - www.paraisonaterra.com.br

Em algumas datas o local não está aberto para visitação, por isso a reserva deve ser feita com antecedência.
Logo na chegada a administração orienta direitinho sobre o acesso às cachoeiras.
Passar o dia no local tem uma tarifa day use com visitação guiada às cachoeiras e trilhas ecológicas, café da manhã e almoço, também tem opções para pernoite.










O ideal é chegar cedo para um café da manhã saudável e saboroso, antes de seguir para as cachoeiras. E no retorno, um almoço acolhedor e caseiro. Mas não pára por aí. Depois do almoço, podemos desfrutar do redário no nosso tempo, descansar, ler, refletir...sabe aquele dia que passa bem devagar? Essa é a experiência que o Paraíso da Terra te proporciona.
 
Paraíso na Terra
É uma entidade com enfoque no estudo das religiões, filosofia e ciência, uma proposta muito interessante para se conhecer. 

Lá tem espaços para atividades de meditação e um templo ecumênico que fica no ponto mais alto e é muito apropriado para a prática da yoga.

A ideia é renovar as energias, aguçar os sentidos, acalmar a mente e, com certeza, retornar para a cidade renovado.

São várias cachoeiras, mas a principal é conhecida como Mumunhas, onde o acesso é fácil da trilha com corrimão.  Para quem quiser, pode continuar a trilha e descobrir outras cachoeiras, mas exigirá alguma resistência física.

Essa é a proposta do Paraíso da Terra: um refugio perto da cidade, para recarregar as energias bem perto de casa.

E a ideia de turistar é isso também: explorar as opções que te rodeiam e Brasília tem encantos escondidos, e são muitos. Tesouros precisam ser encontrados e apreciados. Nossa Brasília é assim: cheia de segredos escondidos.



















Dicas Importantes:
Por ter um cunho espiritualista, não é permitido o consumo de carnes, bebidas alcoólicas e fumo.  
O pagamento não pode ser feito por cartão. Importante observar e esclarecer isso no ato da reserva.
O ideal é roupas e calçados adequados para uma reserva ecológica, proteção solar e leve água para beber durante os passeios;
O ambiente é de silêncio, e não é permitido o uso de equipamentos que emitam som em qualquer espaço do local.

domingo, 10 de dezembro de 2017

domingo, dezembro 10, 2017

A cidade que tem vida nas Asas! - BRASILIA-DF


Brasília recebe cada dia mais viajantes à negócios de todos os lugares e à primeira vista pode parecer que a cidade seja apenas o centro da capital, especificamente Setor Hoteleiro Sul e Norte, onde hotéis se aglomeram uns ao lado dos outros com opções de shoppings centers, acesso à Esplanada dos Ministérios e de pontos turísticos arquitetônicos. Muitos se restringem a ir e voltar para a região do setor hoteleiro como uma rotina normal no período de permanência na cidade. Mas o Visite Brasília e ComSaltoeAsas em parceria com a Room5 do Trivago quer mostrar a cidade que tem asas! Lugar onde o brasiliense trabalha, vive e desfruta de uma rotina como qualquer cidadão de uma cidade grande. O mapa da cidade é um avião e as asas são onde as pessoas da cidade circulam no dia-a-dia, inclusive, acessando outros bairros tão urbanos quanto o centro da capital. É uma cidade cosmopolita e em função da sua organização urbana deixa pouco perceptível todas tribos e culturas que a permeiam e que estão abertas para quem quer experimentar.

A dica para quem vem à trabalho por uns dias é se hospedar nos hoteis que a Room5 do Trivago recomenda e conhecer a cidade simétrica que aparentemente é igual em tudo. Engano! Tem simetria sim, mas cada lugar tem suas peculiaridades que precisam ser descobertas e uma cidade que pulsa boas energias.


Aquela cerveja geladíssima e descontraída com a boa conversa de fim de tarde? A cidade tem bares tradicionais que contam a sua história de vários sotaques! Brasília é um pequeno Brasil, assim como tem boas surpresas: um pedaço do mundo em vários cantos da cidade, escondidos nas entrequadras. O Beirute (na Asa Sul e Asa Norte) é um deles, considerado uma relíquia cultural e frequentado por um público bem variado onde todos têm espaço garantido. É fácil fazer amigos no Beirute. Inaugurado em 1966 é famoso pelo Filé à Parmigiana e petiscos árabes, acompanhados da cerveja bem gelada e da simpatia dos garçons com seus smokings vermelhos. Tem também aquele boteco que oferece uma carne de primeira, e claro, a cerveja gelada. Dizem que é o melhor filé da cidade: o Faisão Dourado na 314 Asa Sul tem muitos simpatizantes e o respeito do brasiliense! As mesas mais concorridas estão na área verde, no fundo do bar, entre as árvores.

Para quem quer algo diferente, as opções de cafés e bistrôs contrapõem os botecos com a mesma simpatia, que se tornaram os queridinhos dos brasilienses. Na esquina da 104 norte, o Daniel Briand é considerado patrimônio da cidade. Foi o primeiro café e bistrô francês a ser aberto. Cardápio de delicias francesas que podem ser calmamente escolhidas, acompanhadas de um bom vinho ou espumante. E não tenha pressa de ir embora. É um lugar para ficar e relaxar, assim como se faz nos cafés em Paris. Na 115 sul, o L’Amour du Pain, uma boulangerie artesanal, também oferece um ambiente francês, com um bom atendimento. No jardim do L’amour é onde o brasiliense, ao estilo francês, marca encontros nos fins de tarde para curtir o ar fresco da entrequadra.


Em restaurantes a lista é imensa, com multiplicidade de gastronomia. E se a procura é por um restaurante que pode surpreender, Brasília também tem! Quem nunca ouviu falar da simpatia da chef Mara Alcamim e o Universal Diner na 210 sul? Parada obrigatória para quem vem na cidade. Inaugurado em 1997, é um marco na gastronomia da capital federal. Universal Diner é bar, café e restaurante num lugar só. A decoração é uma diversão a parte. Não segue um conceito único e o cliente pode ficar horas identificando cada item e lembrando de várias décadas. E para achar é fácil, é só procurar um fusca na parte superior da fachada do restaurante (isso mesmo: um fusca pendurado!). O bar é uma opção bem na entrada onde a conversa acontece facilmente. E se a Mara aparecer cheia de alegria e ainda escolher uma play list bem animada, ninguém fica parado.  

A Asa Norte é um celeiro de surpresas! O indiano que está fazendo muito sucesso, bem ali na 109 norte, uma quadra cheia de boas opções gastronômicas, se destaca já na fachada pelo nome Indian House Culinaria Indiana & Bar. A comida é muito tradicional e saborosa, opções para vegetarianos e uma trilha sonora bem típica. Um pedaço da Índia na esquina da 109 norte.
Seguindo a diversidade, o Nola Gastrobar é uma experiência inusitada. Sair de um dia cheio de trabalho para ouvir um bom jazz, com vinho, drink ou cerveja e saborear a gastronomia de New Orleans, bem num cantinho da 408 Norte, tudo inspirados na cultura e atmosfera de New Orleans. E uma das descobertas mais interessantes recentemente é o IVV Swine Bar na 314 norte! Aberto em 2016 é um clube de vinhos diferente, para os amantes de vinhos com comidinhas chiques sem frescura. A gastronomia é baseada em suínos que são acompanhadas por uma carta de vinhos para todos os gostos. Tudo acontece ao redor do balcão ou nos caixotes que funcionam como espera de mesas a serem desocupadas. Tem que chegar cedo porque a procura é grande.


Mas se a ideia é buscar opções musicais, pertinho do setor Hoteleiro Norte e Sul, o Clube do Choro oferece shows e apresentações de artistas da cidade e de fora e tem ali um ponto cultural carro-chefe da cidade.  Seguindo para a Asa Norte, o Feitiço Mineiro na 306 norte é um orgulho da cidade e famoso pela culinária mineira no fogão a lenha, além da decoração que remete ao estilo casario mineiro. Tem programação musical que vai do MPB, Bossa Nova, Jazz e Rock e outros. Não se surpreenda se algum artista mineiro famoso estiver na cidade e passar lá para uma pequena apresentação. Esse é o lugar perfeito para uma boa “prosa”. E na 6ª. Feira, a roda de choro e samba começa cedo no Armazém do Ferreira na 202 norte com aquela feijoada de almoço. Antes de ir embora da cidade, um almoço mais alegre e mais esticado é a melhor forma de voltar para casa, como toda 6ª. Feira merece!

"Esse texto (aqui completo) foi publicado parcialmente como referência da cidade pelo blog Room5 do Trivago, com boas recomendações de hospedagem para executivos(as), em parceria com o Visite Brasilia."

Acesse o link e descubra como se hospedar em Brasilia 




quinta-feira, 20 de julho de 2017

quinta-feira, julho 20, 2017

Pelos caminhos de Brasília, ao estilo JK!


ComSalto&Asas gosta mesmo de vivenciar momentos intensos e recomendar essas experiências, destacando o que se tem de melhor em qualquer lugar. Em Brasília não seria diferente. Esse lugar é mágico, acolhedor, livre e cheio de gente bacana que olha “prá frente”! Uma cidade com o pé no futuro e outro no passado, cujo presente é de anseios e esperanças. É desbravador caminhar pela cidade rememorando uma breve e impactante história que alguns dizem ter sido um surto psicótico e outros dizem ser a realização de um sonho de um homem, cuja vida foi rodeada de mistérios, histórias, determinação: JK!
Dizem que o olhar dele passeava pela cidade antes mesmo de começar a ser levantada. Dizem que ele tem reencarnações egípcias. Alguns falam dele com saudosismo e outros com coragem. Mas, quem foi JK?

JK, o homem e o sonho

Juscelino Kubitschek tinha convicção que a nova Capital era uma realidade. Em seus discursos ele tinha o dom da oratória e do convencimento que transportava pessoas para muito além da simples realidade, mostrando a cidade que ainda não existia. Me pergunto se essa habilidade de transformar o imaginário tem uma influência de sua origem, pois dizem que JK era descendente de ciganos. Seu bisavô materno (tcheco cigano) desembarcou no Brasil em 1830. E os ciganos passaram pela história como um povo artístico, criativo, livre e sempre inovando e mesclando culturas. Então quando eu vejo em Brasília uma mescla de culturas, um grande acampamento e um sonho, penso que JK tinha muito dos ciganos. Tinha porte altivo e um olhar penetrante de quem sabe para onde está indo, sempre olhando “prá frente”.
Caminhando pelo sonho a gente encontra um pedacinho dele em cada lugar, numa cidade controversa que, mal saindo da puberdade, assume ares de maturidade precocemente.

O Planalto e a deserto – a esperança
Hoje, o que lembramos com nostalgia e orgulho, foi cenário de muitas lágrimas, saudades e esperanças. Quem veio para cá na época da construção deixou um passado bem longe e rompeu com sua história, mas personificou suas lembranças numa nova cultura reconstruindo uma nova vida. A beleza enaltecida do nosso cerrado, as peculiaridades do clima, a terra que parecia suja (de tão vermelha), tornaram-se nossa marca registrada. Nosso sotaque tem de tudo. Hoje, de um cerrado hostil, nasceu e cresceu uma cidade que oferece muito mais pelo qual foi concebida.

E os Candangos....
De onde vem essa menção? Pode ser de origem do Nordeste, para se referir um grupo de pessoas de categoria social mais modesta, porém, aqui em Brasília, essa palavra era associada às pessoas que estavam diretamente envolvidos com a construção da cidade, homens que se lançaram ao quase impossível sonho de JK, independente de classe social. Simboliza nosso pioneiro, desbravador, o homem de coragem e ousadia construtor da nova capital.  E foi gente de tudo que é lado desse país. Veio gente de tudo que é jeito. E nesse grande acampamento de sonhos, os candangos deram a personalidade mesclada de Brasília.

O Planalto, os Candangos, o estilo JK:  a bordo de um Galaxie Landau
Imaginem-se entrar nesse sonho de JK com todo glamour e estilo de uma época (anos 60/70), a nostalgia e memórias de revoluções sociais e culturais.  Imaginem-se serem conduzidos por um brasilense “bem brasiliense” contando cada detalhe e curiosidade da história e de seus caminhos e ainda a bordo do mais elegante carro que foi a “vedete” dessa época?  Sim, juntando Juan Luis Hermida e o Landau do Dílson para você conhecer e percorrer a cidade como nosso JK fazia, ao seu estilo.
Juan Luis Hermida, nosso brasiliense nato porque escolheu de coração aqui viver! Uruguaio, radicado na cidade há 20 anos, é guia certificado de turismo regional, nacional e da América do Sul, e também um grande jornalista. Conhecedor dos locais mais interessantes para se visitar em Brasília, sabe cada pedacinho e detalhes da arquitetura e da história da capital. E o Galaxie Landau tem uma relação muito afetiva com Brasília e com a história do Brasil. Fabricado em 1967, tornou-se o queridinho das autoridades políticas e homens de negócios. JK saía pela cidade a bordo do seu Galaxie Landau. E você pode sair de Landau é tornar-se um personagem dos anos 70, cujos olhos passeiam por um sonho. A história que você vai conhecer, será única, pois deslizar pelas ruas de Brasília é uma experiência guardada no tempo e que deve ser desfrutada com todos os sentidos.
Eu, que vim para cá ainda no começo da história de Brasília, vi transformações que superaram ao planejamento original. Vi uma sociedade nascer e uma cultura de culturas se espalhar por todos os lados. Quem me dera ter tido a felicidade de conhecer JK e viajar no se sonho.
E como programar-se para essa viagem aos anos 70, pelos caminhos de Brasília, ao estilo JK?

O Visite Brasília oferece esse serviço único, acesse www.visitebrasilia.com.br  
Para agendar seu roteiro
Square:
SHN Quadra 5 Bloco D Hotel Athos Bulcão,
Telefone: (61) 3241-3623  ou pelo mail estilojk@visitebrasilia.com.br

sexta-feira, 24 de março de 2017

sexta-feira, março 24, 2017

São Jorge – Nossa Chapada dos Veadeiros – Alto Paraíso – GO

“Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.”
É São Jorge, nossa Chapada, meu povo!!
Um refúgio paraíso pertinho de casa (aproximadamente 220km de Brasilia), privilégio de quem mora no centro do país e para quem é de Brasília que pode levar os amigos turistas para um salto dentro do sol, dentro do cerrado: São Jorge, a vila,  e a Chapada dos Veadeiros!!!
Coisa antiga....muito antiga...que estima-se ter se formado há 1 bilhão e 800 milhões de anos. Considerada o ponto de maior luminosidade visto da órbita da Terra, segundo a NASA (fonte: internet/Wikkipedia).

Esplendorosa! Sim...a nossa Chapada (que abrange São João d'Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul, Teresina de Goiás e Cavalcante) é um cerrado a perder de vista com atrativos rústicos e naturais. O visitante tem que gostar da natureza crua, das árvores tortas, da vegetação agressiva, do vento quente da seca do cerrado, do silêncio que arde.
Há 20 anos a visito. Minha parada é na Vila São Jorge (Alto Paraíso), onde está Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Tem hospedagem para todos os gostos: sozinha, casais, amigos, família....cada pousada com seu encanto. Gosto de ir na época da seca, pois na época das chuvas algumas trilhas são proibidas. As noites na Vila São Jorge têm suas surpresas. Pode-se desfrutar dos restaurantes locais (muitos com uma musiquinha de MPB) ou acertar o sábado que terá o Forró no Cavaleiro de Jorge e se esbaldar com os nativos que sempre recebem com carinho cada visitante, além dos eventos programados: Festival de Inverno, Encontro de Culturas, Dia de São Jorge, etc....
Ir São Jorge é se despir dos padrões: esqueça completamente a “beaute”. Leve o mínimo possível e se surpreenda como a natureza embeleza. Os dias podem ser muito quentes e as noites sempre frias. Distancie-se do celular, do computador, do trabalho....só se vive a Chapada se esquecer a rotina da cidade.
Um pouco da história desse paraíso....
Quando ainda não se chamava Alto Paraíso, já era habitada pelos índios Cayapós, Xavantes e Guayazes. Depois chegaram os bandeirantes e escravos fugidos. Abrigou uma fazenda e se tornou um povoado de lavradores pois a exploração de ouro na região atraía muita gente. Com o povoado crescendo, a agricultura (principalmente trigo e café) e a pecuária, a região foi transformada. Assim nasceu Cavalcante (1740) e conta-se que os primeiros grãos de trigo foram trazidos por ciganos (vindos do Egito). Foi nessa fazenda que nasceu Alto Paraíso. O povoado de São Jorge, distrito de Alto Paraíso é a porta de entrada para o Parque nacional da Chapada dos Veadeiros.  A terra, rica em cristais, foi tomada de garimpeiros (após a segunda guerra mundial o cristal era muito procurado para a produção de material bélico) e o solo rico nos cristais é um ponto de convergência enérgica, muito utilizado em pesquisas. Ainda hoje, em algumas trilhas, é possível ver resquícios do cristal no solo. A partir de 1989 o povoado da vila de São Jorge começa a despontar no turismo em decorrência do misticismo e do espiritualismo que se desenvolveu na região. Alto Paraíso também é conhecido por ser um santuário místico, exotérico e espiritualista porque sua localização coincide com o Paralelo 14, que passa em Machu Picchu, no Peru. 

terça-feira, 7 de março de 2017

terça-feira, março 07, 2017

TURISMO EM BRASÍLIA?

É claro que é possível, com um pouco de planejamento e criatividade!

É comum o brasiliense ter dificuldades em receber pessoas de fora, pois para nós as coisas são óbvias. Some-se a isso as questões de transporte e as distâncias, muitas vezes desanimadoras.
Isso me motivou tentar quebrar essa percepção, porque acredito que um pouco de preparo pode proporcionar menos stress para quem recebe e uma grande surpresa para quem visita!
Receber um turista (amigos e familiares) em “Brasilia”, tem que ser muito criativo e apaixonado pela cidade. Receber é o desafio de “encantar” pela nossa história, cultura e geografia, com pouco mais de 50 anos de idade!!!! Além disso, poucos sabem que a cidade tem vida além da política.
Claro que algumas coisas aqui são diferentes das outras cidades. Somos um modelo atípico de organização urbana, existe uma setorização forte, a política domina o imaginário da população (principalmente quem é de fora), temos problemas urbanos, econômicos e sociais, enfim....tirando o que já sabemos que é complicado, vamos aos fatos : Brasília é uma cidade tão turística como outra qualquer. Começo lembrando da nossa história (não tão distante), que tem coisas muito boas e que se popularizaram no Brasil:

1. Participamos ativamente da tão sonhada democracia, com os Movimentos "Diretas Já", "Os Caras Pintadas" e mais recentemente a “Marcha contra a Corrupção”, dentre outros. O cenário é a Esplanada dos Ministérios, o ponto central das decisões e de poder político!!! Gente, isso é que é democracia!!!
2. Somos lembrados pelo Rock Nacional : Capital Inicial, Plebe Rude e, claro, a inesquecível Legião Urbana. Tivemos a Cassia Eller, um ícone que projetou o “jeito Brasilia” de cantar e temos o incomparável Oswaldo Montenegro no auge de sua carreira.
3. Somos referência de respeito ao cidadão pela Faixa de Pedestre e compartilhamos esse exemplo com outras cidades.
4. Exportamos talentos, como os Melhores do Mundo e seu um humor inteligente, acessível e digno (sem apelações medíocres).
Então, só com esses pequenos lembretes, afirmo que Brasília é uma show! Uma marca forte que só depende de como vamos projetá-la para nosso visitante!
Gosto de me preparar, por isso selecionei algumas sugestões, porque de fato pratico a projeção positiva da cidade. Vamos a elas:
Antes da “Visita” chegar
1. Tenho que conhecer o perfil do meu visitante, o que sabe sobre a cidade e quais são seus interesses pela visita. Qual o estilo de vida, do que gosta de fazer: Baladas, gastronomia, arte, esportes, etc.
2. Faço uma lista de roteiros com pontos turísticos tradicionais e os pontos peculiares da cidade que mostram o dia-a-dia, de acordo com o perfil do visitante.
3. Pesquiso a programação da cidade (shows, teatros, exposições) para o período da estadia. Quem sabe incluir alguma coisa “diferente” no passeio? Gosto muito das dicas do site VisiteBrasilia, sempre atual e com a programação completa da cidade.
Recebendo o visitante
1. Direto do aeroporto para uma panorâmica da Esplanada...lembram da musica Faroeste Caboclo? Pois é...envolver o visitante na história de Brasilia é fundamental e, se for à noite, a vista é sensacional e imponente, quebrando qualquer má impressão!
2. Gosto de contar a parte mística da construção da cidade, que tem no livro de Iara Kern – de Aknaton a Jk.... vai lá e descobre as “lendas” de Brasilia.
3. Se houver espaço, falo sobre como foi participar das "Diretas Já", do movimento "Caras Pintadas" e de ter vivido o rock nacional.
4. Ressalto a dinâmica da cidade: o urbanismo, a arquitetura, o trânsito, as distâncias, a segregação de grupos. A cidade é diferente mesmo. Desmistifico a questão da política e nem dou “trela” se o assunto for por aí.
5. Compartilho a lista de coisas que podemos fazer e selecionamos o que é de seu interesse e desejo.


Durante a Visita
1. Faço rotas, combinando-as com distancia e tempo. Visitar os pontos turísticos como panorâmica ou visitá-los internamente, depende da estadia na cidade. Procuro fazer uma rota que fique o menos cansativo possível, pois em Brasilia tudo é muito longe. Se for mais apropriado, já temos o CITY TOUR que pode facilitar muito.
2. Programo paradas para fotos e um pouco de história. Por isso, é importante conhecer a história da cidade e seus monumentos!
3. Acrescento idas a locais que frequento no dia-a-dia, mesclando com as visitas aos monumentos, e assim, posso apresentar um pouco sobre a vida e a rotina na cidade.


Despedindo da cidade
Visita acabando? Compro um livro sobre a cidade ou um “regalo” na Torre de TV para meu visitante. Também gosto muito dos presentes da Galeria Athos Bulcão.
Bacana né? Parece óbvio, mas essas dicas me ajudam muito quando recebo alguém de fora e, geralmente, as pessoas saem daqui com outra imagem da cidade.



Minhas sugestões de rotas personalizadas!
As rotas ajudam a administrar o tempo e as distâncias em Brasília. Cada uma delas eu utilizei com algum visitante. Claro que muita coisa pode ser acrescentada ou retirada, a ideia aqui é mostrar um pouco de como me organizo.

Rota 1 – Monumentos de Niemeyer
- Passeio pela Esplanada dos Ministérios, Congresso e a Praça dos 3 poderes. Explore bem essa visita panorâmica com uma parada na Praça dos 3 Poderes que tem os prédios do Executivo, Judiciário e Legislativo, harmônicos e com a mesma importância. Explique que Niemeyer e Lucio Costa defendiam a ideia da praça ser acessível e com os 3 poderes unidos em prol de uma filosofia de administração voltada para o povo. Fale sobre o monumento dos Candangos como parecem extraterrestres e mostre a “mirada” deles para o espaço...na realidade, eles representam os operários que trabalharam na construção da cidade e parecem observar o futuro..... Se tiver tempo, faça a visita guiada no Itamaraty que é de uma riqueza ímpar e é nosso Palácio, né?
- Vale a pena uma parada Biblioteca Nacional para fotos e verifique antes a programação de eventos e o horário de visitação.
- A Catedral merece uma visita completa para a arquitetura externa e interna. Os Evangelistas, os vitrais, os anjos. É uma visão belíssima e aconchegante. Se for possível, programe ver uma missa na Catedral, principalmente no fim da tarde. Ao sair, mostre as flores secas do cerrado, nosso símbolo de beleza rústica.
- O Foyer do Teatro Nacional é aberto ao publico. Além da arquitetura extravagante, o paisagismo foi de Burle Marx com a composição da aridez no lado externo e paisagismo tropical na parte interna.
- O Hotel Nacional é uma possibilidade para o final do dia porque tem o famoso chá das 5 e também uma Galeria da Fama com todas as personalidades que estiveram hospedadas lá.

Rota 2 – Lago Sul e arredores
- Na Ponte JK recomendo uma parada para fotos e, se for no final do dia ou à noite, tem muitos restaurantes próximos com vista privilegiada.
- Santuário Dom Bosco (cujo local é por causa do padre João Belchior Bosco, que em 1883 sonhou com o surgimento de Brasília entre os paralelos 15º e 20º. Está localizado exatamente sobre o paralelo 15º) e o Jardim Botânico são sedutores e apaixonantes. Dependendo da hora, leve um lanchinho e uma garrafa de vinho e faça um picnic!
- Seguindo para Pontão é interessante o passeio no final do dia ou à noite. Não é muito meu estilo, mas para quem vem de fora, pode ser encantador. Prefiro quando tem alguma das feiras tradicionais de Brasília, como a BSB MIX que fica mais interessante. As opções de gastronomia podem ser uma boa escolha.
- Aproveite e vá ao Lago Sul em direção ao Gilberto Salomão, que já foi o centro comercial mais chique de Brasilia. Ainda mantém um ar vintage, com suas lojas e restaurantes.

Rota 3 – Ponto Central
- Sugiro o Parque da Cidade para uma caminhada se o visitante for adepto de atividades físicas. Caso contrário, faça de carro.
- A Torre de TV tem que ter tempo! A subida ao mirante é imperdível e não deixe de conhecer o museu das Gemas. Na Torre, a dica é passar uma manhã entre o artesanato, as barracas de comidinhas típicas, sentar no gramado em frente à Praça das Fontes, ver as pipas e conversar, tudo sem pressa.
- Suba o Eixo Monumental e vá na Igreja Rainha da Paz. Se for no final da tarde, o sol poente entra pelos pequenos vitrais com uma visão inesquecível. Também gosto de mostrar a vista do Memorial JK e se tiver tempo, visitar o museu.
- Uma paradinha no CONIC para conhecer uma arte urbana diferente. Lojas bem interessantes e o painel do artista Toninho de Souza um personagem ímpar e que sabe tão bem retratar nossa história. As fotos no CONIC são fundamentais. 
- Ali pertinho tem a SquareBrasilia, uma loja colaborativa a cara de Brasilia com presentes e obras de arte para levar da cidade.
- À noite sugiro uma parada na Fonte para ver o show de luzes, antes de jantar.
- Ali perto, no Setor Sudoeste, muitos bares e restaurantes interessantes e modernos, com custos acessíveis.

Rota 4 – Região Norte
- O Parque Olhos D’água, no final da Asa Norte é uma excelente opção para mostrar a vegetação do cerrado (lá tem a maior concentração de ipês e de árvores que estão sendo cultivadas em recuperação ao cerrado). Se seu visitante for adepto, programe uma caminhada ou corrida para começar o dia.
- Seguindo pela BR 020, vá à Torre Digital, que é o ultimo monumento de Niemeyer e recentemente inaugurado. Para complementar esse passeio, faça uma parada no Santuário de Maria Mãe 3 Vezes Admirável e você mostrará um ponto peculiar e diferente.
- Programe uma manhã ou tarde para ir ao Vale do Amanhecer e conhecer a mística e sincretismo religioso.
- Se der tempo, inclua a visita a Planaltina, especificamente no Morro da Capelinha onde existe uma cidade criada para a encenação da Paixão de Cristo.

Rota 5 – Rota Asa Sul
- Tenho paixão pela 308 sul, a rua da Igrejinha (Nossa Senhora de Fátima) que é tombada como patrimônio e é uma quadra modelo com todo planejamento e execução de Niemeyer/Lucio Costa, jardins de Burle Marx e ainda os azulejos de Athos Bulcão na Igrejinha. Explore essa paisagem conjugada como um centro dos maiores gênios idealizadores de nossa cidade. Se for antes do almoço, excelentes opções no local. E ainda tem uma sorveteria ótima para um descanso.
- Siga para a 509 sul e visite Mercado Municipal de Brasilia, réplica do Mercadão de SP, que, apesar da singeleza, tem uma variedade de coisinhas para “cozinhar”, boas compras e os excelentes sanduiche de mortadela e bolinho de bacalhau.
- No final da Asa Sul, vá a LBV que é um centro místico da história de Brasilia. A entrada franca (exceto na sala egípcia) e pode ser uma opção para um descanso depois de tanto caminhar.

Rota 6 – Lugares distantes e especiais 
- Feira do Guará: Peculiar! Tem de tudo e encanta a todos. Muito popular e deve ser visitado pela manhã. Ótimo para apreciadores de comidas típicas e compras de produtos populares, especiarias e roupas.
- Catetinho: 1ª. residência oficial de JK, foi projetado por Niemeyer num prédio de madeira. A localização era proposital para que o Presidente não se distanciasse dos trabalhadores. Em cada cômodo, uma viagem no tempo! Fica seguindo a BR 040, próximo ao Gama.
- Pirenópolis : o passeio pode ser feito num dia ou para um fim de semana. A cidade é um convite à gastronomia, história e compras e ainda tem as cachoeiras que revigoram a alma.
- Chapada dos Veadeiros :com a beleza exótica e mística e que merece um fim de semana completo.

Gastronomia: Brasília tem muitas opções. O que faço é programar as paradas de acordo com as visitas/tour do dia. Se seu convidado for diurno, vale a pena programar café da manhã em lugares bem interessantes, antes de começar o tour. Caso contrário, recomendo almoços leves para que o tour não seja comprometido e jantares temáticos, aproveitando as opções de restaurantes da cidade que não deixam nada a desejar. Sempre pesquiso antes para não ter problemas!!!!

Compras: todo turista quer comprar algo. Recomendo a Torre de TV, A Galeria Athos Bulcão,  as Camisas do Verdurão no CONIC que tem um humor interessante, as Flores secas na Catedral e para os interessados, a Feira do Paraguai. E lembrando ainda, a SquareBrasilia é passagem obrigatória!

Então é isso. Sem nenhuma pretensão, trouxe opções variadas para apresentar uma Brasília diferente ao turista. Aproveitando a safra de feriados de 2012....espero que possa ser útil!!!

Visite Brasília

Andrea Pires

Com Salto&Asas é um lugar de verdade, onde compartilho as memórias das viagens que mudaram minha vida e que me transformam diariamente. Sonhar, Planejar e Realizar, o melhor caminho para ter o Mundo nas Mãos! comsaltoeasas@gmail.com

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