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sexta-feira, 27 de março de 2020

Ilha de San Andres - um pedaço do Caribe em vários tons de azul! - Colômbia


Fechando a rota Colômbia, chegamos a San Andrés. E nem precisaria de post, pois as fotos falam por si mesmas. A ilha é muito linda e tem um pouco de tudo: natureza e experiências náuticas, compras, gastronomia e alegria por todo lado. Um lugar tão pequeno que oferece tanto, não tem como divagar sobre ele.
Se você está decidido ir à Cartagena no período de sol, recomendo incluir San Andrés no circuito e não vai se arrepender. Apesar da ilha de San Andrés está mais perto da América Central, pertence a Colômbia e tem sido um atrativo muito interessante para os brasileiros.

Algumas razões para isso:
  • Malha aérea combinada: a não ser você tenha a pretensão de passar mais do que poucos dias na ilha para alguma atividade náutica ou mergulho, a malha aérea combinada com outros locais da Colômbia é bem interessante e cabe numa viagem rápida de 8 dias (como foi meu caso) num relação custo x benefício excelente. Fazer uma malha aérea combinada é bem adequado para quem quer apenas conhecer a ilha.
  • Clima:  entre maio a novembro o período de chuva é intenso. Mas no período fora da chuva, o sol do Caribe é muito especial e as cores do mar caribenho são de tirar o fôlego.
  • A ilha é pequena e para conhecê-la é muito rápido. O turismo gira em torno de passeios náuticos e mergulho. Somente uma pequena faixa de areia compõe a praia de San Andrés. Bem acessível para todos os bolsos e gostos.
  • A gastronomia é imbatível nos quesitos preços e qualidade. Frutos do mar “frescos” extremamente saborosos e com aquele “tempero” caribenho.
  • Compras num dos maiores freeshops a céu aberto é um convite ao consumo que seduz aos mais minimalistas. 
São apenas 26 km², 3 km de largura, 12 km de comprimento, e cá estamos na maior das ilhas do Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina. A ilha foi formada por uma erupção de um antigo vulcão que lançou pedras do fundo marinho para a superfície. Por isso que as cores do mar tem um destaque e exuberância sem precedentes. Então, de um lado, o mar do caribe que convida ao ócio e ao desfrute da natureza. Do outro lado, a região que ferve em compras: um grande freeshop a céu aberto que enlouquece os mais minimalistas consumidores. Desde 1953 o governo decretou Porto Livre na ilha com o objetivo de fomentar a economia e atrair turistas.



Entretanto, com tanta beleza e acessibilidade, importante destacar que a ilha tem sofrido bastante com a superpopulação e o turismo descontrolado. 

Como a faixa de areia é bem pequena e o volume de pessoas é muito alto, a praia sempre está cheia e congestionada. Os principais turistas são da América Latina e Brasil. Então, atenção, o turismo em San Andrés  é bem parecido como o turismo nas épocas de alta temporada no nordeste brasileiro : grandes grupos. Para quem prefere lugares mais calmos, isso pode ser um problema. Aquelas fotos maravilhosas que viajantes publicam “sozinhos” naquela imensidão de céu e mar azuis, é quase impossível. Mas com bom humor e paciência a gente consegue alguma coisa.

A ilha foi ocupada de forma bem diversa. Os primeiros que chegaram foram os ingleses. Essa parte do Caribe cheia de ilhas era base de corsários ou piratas. Entre 1670 e 1680, o famoso  Henry Morgan (conhecido como Pirata Morgan) e Eduard Mansvelt, já ocupavam San Andres para suas atividades ilegais e suas histórias são lembradas pelos nativos em todos os cantos. O castelhano é a língua oficial, mas o inglês crioulo ainda muito falado, sendo o idioma da população nativa.
A ilha não possui um padrão resort de hospedagem, pelo menos na parte central. Tudo é muito simples, mas atende muito bem para alguns poucos dias e pelo volume de atividades que a ilha oferece. Um ponto importante a destacar é a dificuldades com a limpeza, escassez de água e saneamento básico, mas que na parte hoteleira não é impactada com a mesma intensidade que para os moradores. Então, se o hotel tiver algum problema de abastecimento de água, é compreensível. Ficamos hospedados num hotel muito simpático, muito bem localizado entre a praia de Spray Bight e a avenida de compras - Noble House e recomendo mesmo: a simpatia, o  atendimento e a localização são muito bons.
Como já citei antes, as opções de um turismo básico para poucos dias é a praia de Spratt Bight e lá mesmo tem uma grande oferta de passeios náuticos. Mas tem que ficar atento ao tempo, pois os passeios de barco dependem do clima e do vento. E vento no Caribe não é para turista amador (como eu). 
 A praia Spray Bight é o point da ilha. Tem estrutura de barracas e areia para banho.  Por toda a extensão da faixa de praia, inúmeros restaurantes a preços muito convidativos e dos melhores frutos do mar e peixes variados. É muito barato comer em San Andrés e tudo fresco!
Uma boa alternativa é usar os passeios que a Cooperativa de Pescadores que oferece passeios náuticos, city-tour pela ilha e massagem na praia.
Também é possível alugar um carrinho para sair pela ilha por conta própria, mas optamos por um passeio de carro da cooperativa com guia por mero comodismo. É interessante porque leva ao interior da ilha, mostrando mais do que devia: a realidade dos nativos e todos os problemas inerentes à superpopulação e infraestrutura. Mas é peculiar conhecer a história da colonização inglesa. Conhecemos nesse city tour a Caverna de Morgan ou La Cueva de Morgan. É bacana para quem tem criança porque é um local criado com as lendas e histórias sobre o pirata Morgan e que lá na caverna ele escondeu um tesouro, mas como distração para adultos, eu não recomendo. 
Além da praia e de percorrer a ilha para conhecer a história, as compras são altamente perigosas e inevitáveis. A ilha é porto livre, ou seja, um oásis de produtos de free shop a preços muito tentadores. Mas alguns cuidados são importante para quem quer comprar:
Muito cuidado com as ofertas muito baratas. Podem ser imitações. O ideal é buscar nas grandes lojas para não correr risco. 
As compras são infinitas. Tenha um orçamento e foco, caso contrário, será envolvido com as ofertas e acabará comprando o que realmente não faz sentido. 
Se viajou com bagagem de mão, os produtos líquidos não podem passar de 100ml, conforme norma internacional. Se for comprar perfumes e cremes, avalie despachar mala, mesmo pagando. 
E, se for despachar, faça isso do aeroporto de San Andrés. É muito mais barato que despachar de Bogotá. 
Os preços nem são tão diferentes que nos freeshops dos aeroportos. Mas a oferta de produtos em San Andrés é infinitamente maior.
E por fim, sobre os câmbios: nos aeroportos é muito inferior que nas casas de câmbio. Melhor mesmo é levar o mínimo e trocar fora do aeroporto.
Enfim...parece óbvio e pouco falar dessa ilha encantada. Mas a experiência de estar pela primeira vez no Caribe foi indescritível. Realmente o mar é diferente. Tudo é bem exótico. Mas, tenho que alertar: não é um paraíso deserto para quem gosta de sossego. A ilha ainda está se preparando para ter um turismo mais sustentável e que preserve a sua beleza e suas riquezas naturais. A simpatia e alegria continuam sendo uma característica desse roteiro.

E assim, fechamos o roteiro Colômbia: Bogotá com percalços, Cartagena encantada e San Andrés cujo azul do mar chega a cegar os olhos. Acreditem, 2020 será o ano da Colômbia. Fiquei bastante comovida com tudo que vi e vivi num pedaço desse país tão intenso e cheio de alegria. E se Deus deu aquelas últimas pinceladas numa obra acabada, certamente foi ali no mar do Caribe...bem ali em San Andrés que ele finalizou.

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Andrea Pires

Com Salto&Asas é um lugar de verdade, onde compartilho as memórias das viagens que mudaram minha vida e que me transformam diariamente. Sonhar, Planejar e Realizar, o melhor caminho para ter o Mundo nas Mãos! comsaltoeasas@gmail.com

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