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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Dica para a 1ª. Viagem Solo? ESPANHA, com certeza!


Compartilho muito sobre minhas experiências de viagem solo, principalmente para inspirar mulheres que querem ir pela 1ª. Vez.
Já falei aqui sobre planejamento, decisões, finanças, sensações, solidão, etc.
Mas tem uma pergunta que é recorrente:
Qual destino eu indicaria para alguém que quer fazer sua primeira viagem solo?
Minha 1ª. Experiência sozinha foi na Espanha e lá estive outras vezes. Definitivamente é para onde eu sempre desejo voltar e volto.
A época que mais gosto de estar lá é no verão, e já pensando nas etapas de planejamento para uma bela viagem no verão europeu/Espanha, decidi compartilhar dicas e lugares que são excelentes e acolhedores para mulheres sozinhas.
Para planejar um destino, a primeira recomendação: pesquise muito! Entre na realidade e descubra as facilidades que a Espanha pode proporcionar numa primeira viagem solo.
Porque a Espanha é um destino especial para a sua viagem solo?
O calor escaldante até poderia ser desanimador, mas o contraponto é a animação que embala todos que lá estão e tem uma alegria muito parecida com o Brasil.  No verão, o sol desaparece depois das 10 da noite.
Um país que proporciona segurança para circular pelas cidades, excelente rede de transportes entre as cidades, seja de trem ou ônibus e é possível caminhar contemplando cada pedaço da história por várias cidades.
E uma dica: eu procuro ir de TAP para dar aquela passadinha em Portugal. Que seja pelo menos de 1 dia. O aeroporto de Lisboa é muito agradável e é muito fácil tomar aqueles ônibus de turismo e dar uma voltinha na cidade, antes de seguir para Espanha
Tem uma outra coisa que eu gosto muito: a informalidade da Espanha no verão. Isso me proporciona uma mala muito menor.
A língua não é problema algum. O país recebe pessoas de vários lugares do mundo e é muito fácil se comunicar e se divertir com o português mesmo ou algumas poucas palavras hispânicas.
As possibilidades são inúmeras e recomendo alguns roteiros para aproveitar bem as diversas opções:
Madrid + Andaluzia
Madrid + Barcelona + Cataluña
Portugal + Galícia
Andaluzia + Marrocos
Quando fui a 1ª. vez (2002) fiz uma excursão pela Espanha completa por cerca de 23 dias, apesar de ter sido muito corrido, tive uma degustação de todas as culturas da Espanha e foi nessa viagem que conheci o flamenco. Já pensou em fazer aulas de flamenco? Sim, é muito comum mulheres de todas as idades e de vários lugares do mundo se permitirem essa ousadia mesmo sem nunca terem feito aula no Brasil.

Apesar de ser conhecida como a cidade para notívagos, a cidade é cheia de atrativos de dia para quem ainda não tem muito segurança em sair à noite sozinha. Mas atenção: no verão, o sol se põe depois das 10 da noite, fatalmente você estará circulando pela cidade à noite
O que você encontrará em Madrid? um roteiro cultural, tapear pelos bares, se integrar na rotina da cidade, tudo isso sem receio de estar sozinha. É possível também conhecer Toledo, num dia de bate-volta e trem, seguro e divertido.
Aqui, nesse link, escrevi um roteiro detalhado sobre Madrid, mas resumindo, você pode: bater perna o dia todo, ir ao parque do Retiro, caminhar pelo Palácio, conhecer o Prado e a Reina Sofia, museus imperdíveis e maravilhosos com café acolhedor e comer muito bem e do jeito que você se sentir mais à vontade.

Andaluzia é o sul da Espanha, com uma cultura predominante árabe e cigana, composta de 8 províncias, cuja capital é Sevilha! Cada província merece ser visitada por um dia e algumas merecem mais dias de permanência, tais como Granada, Málaga, Cadiz e Sevilha. A melhor forma de conhecê-la é de carro, trem ou ônibus!
O clima é bem definido: no verão podemos ter até 45 graus em algumas cidades (Sevilha é uma cidade bem quente) e no inverno cheguei a pegar uns 5 graus em Granada. A região é forte na produção de azeite e de vinhos finos de Jerez.  A cidade mais populosa é Sevilha, com cerca de 700 mil habitantes, seguida por Málaga (500 mil), Córdoba (300 mil), Granada (230 mil) e Jerez de la Frontera (200 mil). Nessa região se concentra a população cigana na Espanha que gira em torno de 500.000 a 800.000 indivíduos.
Então imaginem a região com forte cultura árabe, que tem na sua população a concentração do povo cigano da Espanha e está ali, pertinho da África! Entenderam porque não dá para comparar Andaluzia com outras regiões da Espanha?
Por ter a maior concentração da população cigana da Espanha, é muito mais fácil encontrar flamenco em cada uma dessas cidades e escolas para conhecer, além dos shows de tablado.


Taí uma cidade que encanta e te deixa muito à vontade. Lugares excelentes para hospedagem para todos os bolsos, muitas pessoas viajando sozinhas, simpatia por todos os lados à maneira andaluza. Eu a considero a Paris de Andaluzia. Tão linda, elegante, cheia de mistérios, histórias e personalidades. Sevilha foi o berço dos intelectuais do romantismo no séc XVIII e inspirou muitos romances, filmes, músicas e proporcionou muitos encontros com festas andaluzas. Foi também a inspiração de filmes hollywoodianos entre as décadas de 40 e 50, onde nasceu o estereótipo cigana e toureiro. Hoje é um destino badalado e de passagem quase que obrigatória de quem vai à Espanha. E o mais impressionante é que quem vai pela primeira vez, volta com a sensação de que deve voltar pelo resto da vida.
E o que podemos encontrar nessa cidade tão forte?



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

terça-feira, dezembro 11, 2018

Paraíso na Terra – Brasília – DF - Reconecte-se

Brasília foi erguida no meio de um bioma riquíssimo de tesouros naturais que podem ser incorporados ao dia-a-dia de quem vive e de quem visita a nossa cidade.



Como uma candanga assumida e apaixonada busco sempre explorar esses roteiros e mostrar riquezas que fazem parte do nosso estilo de vida e nossa forma viver Brasília, muito mais que o estereótipo difundido equivocadamente.
Muitas pessoas de fora da cidade me questionam sobre o tipo de turismo a ser feito na cidade e sempre falo dos roteiros monumentais (já conhecidos por todos), roteiros religiosos, históricos (estamos no meio do Goiás), naturais, culturais etc, além das maravilhas da região que tem o céu como mar, pois é aqui, aonde o brasiliense vive tão distante do mar, que existe uma infinidade de locais para um bom banho de cachoeira há menos de 1 hora de distância do centro da capital e a contemplação de um céu visto 360 graus.





O Paraíso da Terra é um tesouro preservado e com uma vista do cerrado de perder o fôlego que fica na APA (Área de Proteção Ambiental) do Cafuringa e rodeado de nascentes, rios e cachoeiras que protegem nossa fauna do cerrado.










É de fácil acesso e a estrada está muito bem sinalizada. Fica na direção de Brazlândia.
Um espaço inusitado, construído com o objetivo de oferecer uma estadia de muita contemplação, paz e meditação. Bastante procurado por grupos que buscam uma conexão e estudos espirituais e também aberto às pessoas que querem alguns momentos de diversão meditativa.

Tem que fazer agendamento pelo telefone que está no site e a entrada está condicionada a essa reserva - www.paraisonaterra.com.br

Em algumas datas o local não está aberto para visitação, por isso a reserva deve ser feita com antecedência.
Logo na chegada a administração orienta direitinho sobre o acesso às cachoeiras.
Passar o dia no local tem uma tarifa day use com visitação guiada às cachoeiras e trilhas ecológicas, café da manhã e almoço, também tem opções para pernoite.










O ideal é chegar cedo para um café da manhã saudável e saboroso, antes de seguir para as cachoeiras. E no retorno, um almoço acolhedor e caseiro. Mas não pára por aí. Depois do almoço, podemos desfrutar do redário no nosso tempo, descansar, ler, refletir...sabe aquele dia que passa bem devagar? Essa é a experiência que o Paraíso da Terra te proporciona.
 
Paraíso na Terra
É uma entidade com enfoque no estudo das religiões, filosofia e ciência, uma proposta muito interessante para se conhecer. 

Lá tem espaços para atividades de meditação e um templo ecumênico que fica no ponto mais alto e é muito apropriado para a prática da yoga.

A ideia é renovar as energias, aguçar os sentidos, acalmar a mente e, com certeza, retornar para a cidade renovado.

São várias cachoeiras, mas a principal é conhecida como Mumunhas, onde o acesso é fácil da trilha com corrimão.  Para quem quiser, pode continuar a trilha e descobrir outras cachoeiras, mas exigirá alguma resistência física.

Essa é a proposta do Paraíso da Terra: um refugio perto da cidade, para recarregar as energias bem perto de casa.

E a ideia de turistar é isso também: explorar as opções que te rodeiam e Brasília tem encantos escondidos, e são muitos. Tesouros precisam ser encontrados e apreciados. Nossa Brasília é assim: cheia de segredos escondidos.



















Dicas Importantes:
Por ter um cunho espiritualista, não é permitido o consumo de carnes, bebidas alcoólicas e fumo.  
O pagamento não pode ser feito por cartão. Importante observar e esclarecer isso no ato da reserva.
O ideal é roupas e calçados adequados para uma reserva ecológica, proteção solar e leve água para beber durante os passeios;
O ambiente é de silêncio, e não é permitido o uso de equipamentos que emitam som em qualquer espaço do local.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

quarta-feira, outubro 31, 2018

A intensidade do caminho do meio – Jalapão – Tocantins - TO


Percorrer 1000 km de estrada de terra em 4 dias no meio do Brasil é para mulheres que querem viajar sozinhas, sim!

Destino que leva para dentro do cerrado e da terra vermelha, repleto de histórias perdidas, esse é o Jalapão, bem ali, do ladinho do Pará, Mato Grosso, Piauí, Maranhão e Bahia e reina soberano no meio de tudo. Dias intensos de natureza rustica e muita terra vermelha. Vá ao Jalapão se você quer encontrar: 1. Simpatia e acolhimento: ô povo simpático!, 2. Capim dourado em tudo, 3. Comida caseira e deliciosa, 4. Hospedagens simples e muito bem cuidadas: parece casa de vó! 5. Estradas de terra sempre, 6. Calor e muita água para se refrescar, 7. Noites para descanso e 8. Total desconexão com a vida urbana 



    No Jalapão, o tempo corre como a natureza manda e o percurso é intenso e sem atalhos nas estradas. Como dizem no Jalapão: coração de jalapeiro não bate: trepida!

      Como chegar?

    Chegar em Palmas é muito familiar para quem é de Brasília: a natureza sobrevivendo ao período de seca e uma cidade projetada, com ares de menina, que surgiu a partir da divisão do Goiás e criação do Estado do Tocantins (1988). Porém, Tocantins pertence à região norte do país, e não ao Centro-Oeste.
    Na chegada já dá para sentir que a cidade é convite para uma nova vida, uma nova história, deixando passados sombrios para trás. Palmas parece uma cidade para recomeçar.

    A distância do aeroporto até o hotel Lago da Palma é cerca de 22km. No percurso engatei uma boa conversa com o taxista, porque não consigo ficar de “boca fechada”. Essa foi minha 1ª. Impressão do Tocantins, com o senhor taxista que abriu um sorriso enorme e me resumiu sua vida assim:  “Na juventude a gente pensa que vai repetir sempre a facilidade de alcançar sucesso e dinheiro e a gente leva uma rasteira da vida"
    Ele chegou no interior de Goiás muito jovem e se tornou garimpeiro. Entre dinheiro e mulheres, viveu a prosperidade e a escassez, na mesma rapidez e proporção. Hoje, com aparência de mais de 70 anos, recomeçava a vida em Palmas, depois de 2 casamentos. O 2o. casamento ele jura que não deu certo tanto quanto o 1º (o 1º. durou 20 anos e o 2o durou 17 anos).
    Mesmo nessa etapa de recomeço ele tem as memórias da vida no garimpo e das mulheres que conheceu nos antigos bordeis. Diz que foi feliz e não se arrepende de nada, mas tem um segredo que vai levar com ele: há pouco tempo atrás levou um cliente a um famoso bordel da cidade. Lá, enquanto esperava o passageiro, conversava com algumas pessoas que trabalhavam no local e saíam para fumar. Eis que se aproximou dele uma moça muito bonita que, surpreendentemente, lembrava fielmente uma namorada que ele tinha engravidado na época do garimpo, lá pelas bandas do Pará. A última vez que viu a namorada, a filha estava com 6 meses. A fisionomia dela era a mesma da namorada que ele tinha engravidado. Conversa vai, conversa vem, todas as informações batiam e levavam a crer que era sua filha. Depois de uns 2 cigarros, se despedem. Ele decidiu deixar assim. Ela estava tendo a mesma vida que a mãe e ele achou que, já está no fim da estrada, não valia a pena mexer com o passado. E assim, conheci Palmas. Amei Palmas

    Para ir ao Jalapão, a melhor alternativa é contratar uma agencia de expedição local que tem todo a estrutura para levar com segurança e diversão.
    O parque do Jalapão fica entre Mateiros e São Félix e é considerado uma grande atração turística. Em 2017 foi cenário e histórias inspiradoras para a novela O Outro Lado do Paraíso da Rede Globo.  A região é cercada por povoados quilombolas e o artesanato de capim dourado é a principal fonte de renda para as comunidades locais. Mesmo sendo um destino para ecoturismo há mais de 20 anos, nos últimos anos caiu no gosto geral.

    Porque ir com uma agencia:

    Roteiro rustico, estrada de terra, difícil acesso e sem estrutura de apoio para viajantes independentes, porém, hoje tem muitas agências credenciadas na região que oferecem expedições para a quantidade de dias que você quiser. Mulheres viajando sozinhas para esse destino é muito comum, assim como grupos de amigos e casais. Roteiro muito inclusivo e as agencias tem um cuidado e acolhimento para cada tipo de viajante.
    A agencia busca no hotel em Palmas com um guia da região e veículo 4x4. E, claro, os companheiros da expedição.  Fui com a Safari Dourado e o acolhimento e cuidados dos guias foram impressionantes. No final da expedição já bate uma saudade e a vontade de novos encontros para continuar essa boa amizade que nasce de poucos dias. Os guias Rayr, Rivamar, Samuel e Eduardo são especialistas em nos fazer rir e amar o Jalapão e o Marcello proporciona muita segurança antes do roteiro começar, com todas as informações necessárias.  


    Eles não trabalham, eles amam o que fazem: cuidar das pessoas e mostrar todas as riquezas do Jalapão. Os guias são muito atenciosos para as questões de fotos, principalmente para quem está viajando sozinho. Impossível não trazer lindas imagens.

    Meu Roteiro:

    Fiz um roteiro de 4 dias, bastante adequado e numa época boa. Recomendo observar o período das chuvas que pode comprometer alguns passeios. Toda a expedição é dentro de um carro 4x4, muita terra, cachoeiras, fervedouros e trilhas. As hospedagens são simples e extremamente acolhedoras e a comida é maravilhosa.





    Meu primeiro dia foi seguir de Palmas para a cidade de Ponte Alta. Cerca de 2 horas para chegar na cachoeira da Roncadeira e Escorrega Macaco em Taquaruçu. Ambas tem acesso fácil, uma trilha de cerca de 1,5 km com subidas e descidas suportáveis. Os banhos são ótimos. Partes rasas e muita facilidade de uma parada na queda d’água e fotos maravilhosas. Para quem quer aventura: há possibilidade de fazer um rapel na Roncadeira.  Ainda tem a parada no Canyon Sussuapara onde as fotos mostram o mapa do Tocantins no encontro das pedras e o dia acaba na Pedra Furada para o pôr do sol.


    O segundo dia começa cedo e a 1ª. parada é na Cachoeira da Velha, entrada da Fazenda do lendário Pablo Escobar. A casa está lá e as histórias são quase lendas. Dizem que era ponto de refino da cocaína e plantação de maconha. Tem pista de pouso e uma vista digna de filme hollywoodiano.  Na Cachoeira da Velha começa o rafting e para quem não se aventura, a prainha é o ponto de espera (com muito sol e agua). O nome é por causa de uma mulher que vivia no local e ainda hoje a chamam assim: cachoeira da velha.






    A estrada segue na direção da Serra Espirito Santo e morro Saca Trapo e a surpresa é o pôr do sol nas Dunas Jalapão, formadas pela erosão das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo, que na ação do vento, formam dunas, sempre no mesmo local.

    Noite começando, antes de pegar a estrada para o pouso, a parada certa é no bar da Dona Abenita para degustar a cachaça cujo nome deu origem local: jalapa (dose curta) e jalapão (dose longa). Jalapa é uma batata imprópria para consumo gastronômico, mas cheia de benefícios medicinais e a maravilhosa cachaça. Dona Abenita, a contadora de histórias, tem uma regra: só as conta para quem estiver acampado lá (tem um camping atrás de seu bar). Já era famosa, mas ficou badalada quando conheceu o escritor Walcyr Carrasco e o inspirou com histórias para a novela O Outro Lado do Paraiso. Seu bar e seu personagem estão na novela com o grande Lima Duarte. E não é que no Tocantins tem garimpo de esmeralda mesmo? 





    Alguns minutos de prosa com Dona Abenita a gente entende o Jalapão. Histórias de tantos amores e dissabores, que sempre remetem a um garimpeiro levando uma moça de bordel para uma nova vida, verdadeiros contos de fadas e conspirações com as brigas entre famílias e riquezas dos garimpos.


    O terceiro dia é muito esperado: os famosos fervedouros.
    Os fervedouros são nascentes de rios subterrâneo com agua azul transparente, entre areias claras. Sua principal característica é a ressurgência, ou seja, impossível se afundar na água. Apesar de existirem muitos no Jalapão, somente 9 estão abertos à visitação pública.









    Geralmente uma quantidade máxima entre 6 a 10 pessoas para um tempo de banho de até 20 minutos. Cada fervedouro, uma experiência única e com sua intensidade. Eu diria que cada um tem sua personalidade própria.
    Nas datas de alta temporada e feriados é muito comum encontrar caravanas do Piauí, Maranhão e Bahia disputando espaço com as agências para entrada nos fervedouros, mas o tempo de espera vale a pena!


    No Fervedouro Buritizinho a experiência é indescritível, por isso vou confiar nas fotos para tentar me fazer entender.
    De lá seguimos para Cachoeira da formiga, uma lindeza de lugar com águas em tons de esmeralda e ao redor uma vegetação diferente do cerrado, com mata fechada.











    Uma parada especial em Mumbuca, um povoado quilombola, descendentes de escravos que saíram da Bahia em 1909. Mumbuca é uma família que se formou a partir da fusão de 2 casais de índios e negros e todos têm algum grau de parentesco. Nesse povoado existe a associação de artesãs que produzem e comercializam as peças de capim dourado. O artesanato de capim dourado foi trazido para a região pelos índios Xerente e disseminado para a comunidade quilombola. Desde então, é passada de geração em geração e considerada uma arte única por todo parte do mundo.

    Os almoços são sempre uma festa a parte: aquela comida de interior e mesas grandes aonde você senta e conversa sem pressa, cada um mais deslumbrado que o outro. E depois do almoço, antes de seguir para a próxima atração, o Fervedouro Rio Sono e o dia terminam no Fervedouro Ceiça, o primeiro fervedouro aberto ao público e ainda hoje o mais famoso.












    Quarto e último dia, amanhecemos no fervedouro Bela Vista, enorme e acesso bem estruturado. A última parada é a Cachoeira das Araras, saindo de São Félix do Tocantins a caminho de Palmas. Possui um excelente ponto para almoço antes de pegar a estrada até a capital.



    E assim, a estrada surge novamente, deixando o Morro da Catedral e o Morro Vermelho como as últimas lembranças a serem levadas do Jalapão.






    Visite Brasília

    Andrea Pires

    Blog Com Salto&Asas, um lugar onde compartilho memórias das viagens que mudaram minha vida, mas também inspiro mulheres que queiram experimentar a vida e sua própria companhia! Planejar, Sonhar e Realizar. Assim é que me sinto com o Mundo nas Mãos! Para contato direto comsaltoeasas@gmail.com

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