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sexta-feira, 27 de março de 2020

sexta-feira, março 27, 2020

Ilha de San Andres - um pedaço do Caribe em vários tons de azul! - Colômbia


Fechando a rota Colômbia, chegamos a San Andrés. E nem precisaria de post, pois as fotos falam por si mesmas. A ilha é muito linda e tem um pouco de tudo: natureza e experiências náuticas, compras, gastronomia e alegria por todo lado. Um lugar tão pequeno que oferece tanto, não tem como divagar sobre ele.
Se você está decidido ir à Cartagena no período de sol, recomendo incluir San Andrés no circuito e não vai se arrepender. Apesar da ilha de San Andrés está mais perto da América Central, pertence a Colômbia e tem sido um atrativo muito interessante para os brasileiros.

Algumas razões para isso:
  • Malha aérea combinada: a não ser você tenha a pretensão de passar mais do que poucos dias na ilha para alguma atividade náutica ou mergulho, a malha aérea combinada com outros locais da Colômbia é bem interessante e cabe numa viagem rápida de 8 dias (como foi meu caso) num relação custo x benefício excelente. Fazer uma malha aérea combinada é bem adequado para quem quer apenas conhecer a ilha.
  • Clima:  entre maio a novembro o período de chuva é intenso. Mas no período fora da chuva, o sol do Caribe é muito especial e as cores do mar caribenho são de tirar o fôlego.
  • A ilha é pequena e para conhecê-la é muito rápido. O turismo gira em torno de passeios náuticos e mergulho. Somente uma pequena faixa de areia compõe a praia de San Andrés. Bem acessível para todos os bolsos e gostos.
  • A gastronomia é imbatível nos quesitos preços e qualidade. Frutos do mar “frescos” extremamente saborosos e com aquele “tempero” caribenho.
  • Compras num dos maiores freeshops a céu aberto é um convite ao consumo que seduz aos mais minimalistas. 
São apenas 26 km², 3 km de largura, 12 km de comprimento, e cá estamos na maior das ilhas do Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina. A ilha foi formada por uma erupção de um antigo vulcão que lançou pedras do fundo marinho para a superfície. Por isso que as cores do mar tem um destaque e exuberância sem precedentes. Então, de um lado, o mar do caribe que convida ao ócio e ao desfrute da natureza. Do outro lado, a região que ferve em compras: um grande freeshop a céu aberto que enlouquece os mais minimalistas consumidores. Desde 1953 o governo decretou Porto Livre na ilha com o objetivo de fomentar a economia e atrair turistas.



Entretanto, com tanta beleza e acessibilidade, importante destacar que a ilha tem sofrido bastante com a superpopulação e o turismo descontrolado. 

Como a faixa de areia é bem pequena e o volume de pessoas é muito alto, a praia sempre está cheia e congestionada. Os principais turistas são da América Latina e Brasil. Então, atenção, o turismo em San Andrés  é bem parecido como o turismo nas épocas de alta temporada no nordeste brasileiro : grandes grupos. Para quem prefere lugares mais calmos, isso pode ser um problema. Aquelas fotos maravilhosas que viajantes publicam “sozinhos” naquela imensidão de céu e mar azuis, é quase impossível. Mas com bom humor e paciência a gente consegue alguma coisa.

A ilha foi ocupada de forma bem diversa. Os primeiros que chegaram foram os ingleses. Essa parte do Caribe cheia de ilhas era base de corsários ou piratas. Entre 1670 e 1680, o famoso  Henry Morgan (conhecido como Pirata Morgan) e Eduard Mansvelt, já ocupavam San Andres para suas atividades ilegais e suas histórias são lembradas pelos nativos em todos os cantos. O castelhano é a língua oficial, mas o inglês crioulo ainda muito falado, sendo o idioma da população nativa.
A ilha não possui um padrão resort de hospedagem, pelo menos na parte central. Tudo é muito simples, mas atende muito bem para alguns poucos dias e pelo volume de atividades que a ilha oferece. Um ponto importante a destacar é a dificuldades com a limpeza, escassez de água e saneamento básico, mas que na parte hoteleira não é impactada com a mesma intensidade que para os moradores. Então, se o hotel tiver algum problema de abastecimento de água, é compreensível. Ficamos hospedados num hotel muito simpático, muito bem localizado entre a praia de Spray Bight e a avenida de compras - Noble House e recomendo mesmo: a simpatia, o  atendimento e a localização são muito bons.
Como já citei antes, as opções de um turismo básico para poucos dias é a praia de Spratt Bight e lá mesmo tem uma grande oferta de passeios náuticos. Mas tem que ficar atento ao tempo, pois os passeios de barco dependem do clima e do vento. E vento no Caribe não é para turista amador (como eu). 
 A praia Spray Bight é o point da ilha. Tem estrutura de barracas e areia para banho.  Por toda a extensão da faixa de praia, inúmeros restaurantes a preços muito convidativos e dos melhores frutos do mar e peixes variados. É muito barato comer em San Andrés e tudo fresco!
Uma boa alternativa é usar os passeios que a Cooperativa de Pescadores que oferece passeios náuticos, city-tour pela ilha e massagem na praia.
Também é possível alugar um carrinho para sair pela ilha por conta própria, mas optamos por um passeio de carro da cooperativa com guia por mero comodismo. É interessante porque leva ao interior da ilha, mostrando mais do que devia: a realidade dos nativos e todos os problemas inerentes à superpopulação e infraestrutura. Mas é peculiar conhecer a história da colonização inglesa. Conhecemos nesse city tour a Caverna de Morgan ou La Cueva de Morgan. É bacana para quem tem criança porque é um local criado com as lendas e histórias sobre o pirata Morgan e que lá na caverna ele escondeu um tesouro, mas como distração para adultos, eu não recomendo. 
Além da praia e de percorrer a ilha para conhecer a história, as compras são altamente perigosas e inevitáveis. A ilha é porto livre, ou seja, um oásis de produtos de free shop a preços muito tentadores. Mas alguns cuidados são importante para quem quer comprar:
Muito cuidado com as ofertas muito baratas. Podem ser imitações. O ideal é buscar nas grandes lojas para não correr risco. 
As compras são infinitas. Tenha um orçamento e foco, caso contrário, será envolvido com as ofertas e acabará comprando o que realmente não faz sentido. 
Se viajou com bagagem de mão, os produtos líquidos não podem passar de 100ml, conforme norma internacional. Se for comprar perfumes e cremes, avalie despachar mala, mesmo pagando. 
E, se for despachar, faça isso do aeroporto de San Andrés. É muito mais barato que despachar de Bogotá. 
Os preços nem são tão diferentes que nos freeshops dos aeroportos. Mas a oferta de produtos em San Andrés é infinitamente maior.
E por fim, sobre os câmbios: nos aeroportos é muito inferior que nas casas de câmbio. Melhor mesmo é levar o mínimo e trocar fora do aeroporto.
Enfim...parece óbvio e pouco falar dessa ilha encantada. Mas a experiência de estar pela primeira vez no Caribe foi indescritível. Realmente o mar é diferente. Tudo é bem exótico. Mas, tenho que alertar: não é um paraíso deserto para quem gosta de sossego. A ilha ainda está se preparando para ter um turismo mais sustentável e que preserve a sua beleza e suas riquezas naturais. A simpatia e alegria continuam sendo uma característica desse roteiro.

E assim, fechamos o roteiro Colômbia: Bogotá com percalços, Cartagena encantada e San Andrés cujo azul do mar chega a cegar os olhos. Acreditem, 2020 será o ano da Colômbia. Fiquei bastante comovida com tudo que vi e vivi num pedaço desse país tão intenso e cheio de alegria. E se Deus deu aquelas últimas pinceladas numa obra acabada, certamente foi ali no mar do Caribe...bem ali em San Andrés que ele finalizou.

quinta-feira, 5 de março de 2020

quinta-feira, março 05, 2020

Cartagena – Aquela que encantou Gabriel Garcia Marquez por uma vida! – Colômbia




A cidade imortalizada por Gabriel Garcia Marquez tem muitos encantos com sua mistura exuberante de cores, sons, sabores e pessoas. Porta de entrada e saída de riquezas da época da exploração e colonização espanhola, esta é Cartagena das Índias – Colômbia.
Conhecer essa relíquia na costa caribenha é viajar no tempo das grandes conquistas marítimas empreendidas por Espanha e Portugal e ser parte do florescer de uma cultura que faz com que a gente queria gritar para o mundo: Si, señores, soy américa latina.
Cartagena foi fundada em 1533 pelos espanhóis onde antes foi habitada pelos indígenas Calamarís. Atualmente é a 5ª. maior cidade da Colômbia. No período colonial(1533 a 1717) foi fundamental para a conquista e expansão espanhola, tonando-se sede do  governo. Pertencia ao Vice-Reino de Nova Granada, uma colônia do Reino de Espanha que abrangia o Panamá, Colômbia, Equador e Venezuela.  Considerada um dos mais importantes portos comerciais para o  transporte de ouro e prata para os portos da Espanha, bem como um grande centro de comércio de escravos que vinham da África para serem usados como mão-de-obra nas minas,  no cultivo de cana e nas construções de estradas, prédios e fortalezas.
Até 1810 sofreu ataques de britânicos,  norte-americanos, de piratas e corsários, o que fez com que o Reino da Espanha construísse as muralhas e fortes para defesa da cidade, há mais de 200 anos e que hoje abriga o centro histórico de Cartagena. Em 1811 empreendeu a revolta que exigia a sua independência, sendo rendida e reincorporada inúmeras vezes até que em 1821, com as tropas de Simon Bolívar, foi a última cidade a ser libertada do domínio espanhol. Daí o título “La Heroica” em referência à sua resistência.
A cidade pós-independência estava destruída e devastada, transformando-se numa cidade fantasma onde somente 500 escravos libertos a ocupavam. Hoje sua população é maioria afrodescendente. Somente em 1880 com um movimento diversificado migratório vindo de toda parte do mundo,  a cidade renasce e recomeça com uma miscigenação e  transformação total de sua cultura. De destruição nasce uma “estrela” banhada pelo Caribe e na América Latina.

Conhecer Cartagena é muito fácil, mas é importante ter uma referência para aproveitar bem o período da estadia. A cidade oferece uma infinidade de opções turísticas que vão desde o mais cultural e histórico, passando pela praia e baladas noturnas em ritmo caribenho apaixonante. Para começar, é importante entender que a Cidade (ou Ciudad Amurallada) tem 2 grandes bairros turísticos que podem ser percorridos a pé: Centro histórico  – parte interna da muralha, onde se concentra quase toda a parte antiga de Cartagena, com suas ruas românticas, coloridas, prédios e casarios antigos e grande oferta de bares, restaurantes, “lojinhas” e hotéis e pousadas e Getsemani – bairro boêmio e alternativo que no passado já foi moradia de escravos, ponto de traficantes e zona de prostituição, passando por um forte renascimento cultural, transformando-se numa região boêmia e  alegre com bares descolados, casas de salsa, hostels e muita arte pelas ruas. 
Ambos os bairros estão muito próximos e divididos na entrada principal do centro histórico - Puerta del Reloj e o Paseo de Los Mártires. A Puerta del Reloj ou Torre del Reloj ou Boca del Puente é o ponto de referência de onde parte a cidade amuralhada, cuja construção data do início do séc. XVIII. No local existia uma ponte que unia ambos os bairros. A partir deste ponto o fluxo de idas e vindas entre um bairro e outro é o que há de melhor para fazer durante o dia e à noite. Bares, restaurantes, lojinhas são percorridos a pé, com total segurança entre nativos e turistas.
Dentro da cidade amuralhada, na Torre del Reloj, estão Las Bovedas, construídas no fim do séc XVIII onde já foi depósito de munição e celas. Hoje elas servem como pequenas lojas que vendem artesanato, doces e lembranças aos turistas. O assédio de ambulantes é intenso. Dentro do centro histórico é bem controlado, mas ao cruzar a Puerta de Reloj, chega a ser desconfortável. Aí vai uma primeira dica: se você não vai comprar nada, não pergunte o preço. Caso contrário, você terá companhia para todo o dia.....acredite.

Como nos organizamos para conhecer o máximo possível em 2 dias e meio?
Durante o dia, preferi usar free walker tours para o Centro Histórico e  Getsemani. Esse movimento tem sido muito difundido em todo mundo. Para quem gosta de caminhar é perfeito porque são roteiros feitos a pé, durante uma manhã completa,  com um guia local muito rico de história e peculiaridades, além de ser muito divertido. Ao final do roteiro, a contribuição é livre. Eu utilizei o Free walk beyond que contratei no guruwalker e recomendo demais.

As hospedagens são para todos os “bolsos”. Desde pousadas rusticas até construções antigas que tornaram-se hospedagens luxuosas, como o antigo Convento Santa Clara, hoje um hotel 5 estrelas Sofitel Legend, cenário para Amor em tempo de Cólera de Gabriel Garcia Marquez. Nos hospedamos no Hotel Casa de los Puntales, cuja localização foi perfeita, dentro da cidade amuralhada. Os quartos são bem confortáveis e o café da manhã é servido na cobertura com ambiente bem acolhedor e bucólico. Outra dica importante é escolher hospedagem que permita mobilidade a pé! Tudo fica mais fácil de dia e à noite em Cartagena com essa mobilidade.
Aproveitamos nossa primeira tarde e caminhamos até encontrar a casa de Gabriel Garcia Marquez. Conhecemos de perto aonde ele viveu e como se inspirou para escrever seus livros. Uma casa laranja que passaria despercebida e sem atrativos, numa esquina do centro histórico. Ao lado, um hotel boutique aberto ao público com pequenas relíquias da amizade que mantinha com o escritos. Por todos os cantos da cidade é possível identificar as inspirações de suas histórias.










Seguindo na direção das muralhas reservamos um fim do dia para o Pôr do Sol no Café Del Mar.  De fato, a muralha é o ponto alto de Cartagena porque leva a muitos outros lugares. E esse pôr-do-sol é a balada mais “badalada” do verão.  Mais aqui vai mais um dica: é caro se sentar e consumir qualquer coisa no CaféDel Mar.  Você pode apreciar o sol de pôr e sair para outros locais mais atrativos para beber e comer.  
 

Nosso 2º. dia foi dedicado ao Free walk pelo centro histórico. O ponto de encontro é no Paseo de los Martires. De lá, começamos a conhecer a famosa “La Heroica”, uma estátua que rende homenagem aqueles que lutaram pela independência e a caminhada começa como um grande retorno à Cartagena antiga. Todo o trajeto é recheado de belíssimas e cuidadosas informações sobre a história de Cartagena. Passamos pela Plaza de los Coches, Plaza de la Aduana, Plaza e a Igreja de San Pedro Claver e Plaza de Bolívar e o Palácio da Inquisição, aonde tem a estátua de Simón Bolívar no centro. 
Ao lado do palácio está a Catedral de Cartagena, que data do século XVI. A Igreja de Santo Domingo que fica na frente da Plaza Santo Domingo onde está a escultura Mujer Reclinada ou Gorda Gertrudis , de Botero. 
Entre uma parada e outra, sempre encontramos as palenqueras com suas cestas de frutas e doces. Uma curiosidade: a palavra “palenque” é uma referência ao povoado de San Basilio de Palenque fundado por escravos fugidos. As Palenqueras são mulheres vendedoras de frutas que no passado caminhavam todos os dias de sua aldeia para vender frutas nas cestas feitas à mão nas ruas de Cartagena. Hoje são atrações turísticas e rendem lindas fotos, com seus vestidos de coloridos, sorrisos abertos e muita simpatia, mas atenção: as fotos são cobradas. Elas fazem parte da história da cidade. E, para quem aprecia museus: o Museu do Oro e o de História – Santa Inquisição, como alternativa para esperar o calor passar. Dentro desses locais tem uma linha do tempo que faz com que aquelas aulas de história façam todo sentido, só que com todo um acervo material.

Nosso 3º. Dia foi dedicado ao bairro Getsemani com o free walk pelo período da manhã e umas boas comprinhas pelo período da tarde. O tour pelo bairro durante o dia é muito tranquilo e mostra uma perspectiva muito diferente do movimento noturno. Durante o dia é mais fácil caminhar e contemplar as cores, os grafites, as pessoas e a rotina. Pelas ruas, a música como pano de fundo em algumas casas já apresenta um novo dia começando e a vizinhança vai se acomodando com suas cadeiras de descanso pelas portas e calçadas. Por todos os cantos: arte em grafites. O tour leva pelas ruas mais famosas e coloridas até à Plaza de la Trinidad, onde fica a Iglesia de la Santísima Trinidad (fundada em 1643). Esse local é muito importante para os Cartageneros porque foi nesta praça que, em 1811, começou o movimento da independência e o surgimento das liderança rebeldes.


Sobre a gastronomia, a dica é aproveitar o que a cidade tem de melhor: ceviches, peixe frito, camarão,  arroz de leite de coco, os drinks elaborados ao estilo caribenho, o café e as frutas, sem medo. Os sabores são indescritíveis e memoráveis.
O hotel nos indicou o restaurante La Mulata, referência em comida Caribenha, Latina, Frutos do mar e Colombiana. Está sempre aberto para almoço e jantar. 
Uma outra dica de almoço é o Buena Vida restaurante que fica numa esquina movimentada, mas dentro, um bistrô altamente acolhedor e confortável com um menu de alta gastronomia. Lugar para ficar, comer e relaxar. E para fechar, mais uma dica especial: La Cocina de Pepina  leva a uma experiência sensorial! Almoço típico em Getsemani, fechando com chave de ouro nossa admiração pelo bairro. Parada obrigatória é nas cafeterias Juan Valdez, que está presente em toda a cidade. Todos sabem que café na Colômbia é muito bom e referência mundial.


Sobre as noites em Cartagena, tem para todos os gostos e idades:
Bairro de Getsemani, seus bares e a salsa
Ao cair da noite o bairro boêmio revela seu ar caribenho – as ruas ficam movimentadas e vibrantes. Os bares e o som da música ao vivo se espalha e é um convite tentador. Grupos se aglomeram nas calçadas e a alternativa é: beber, dançar e comer arepas grelhadas nas barracas próximas. As casas de salsa e rumbas são muitas e variadas. A recomendação aqui é flanar pelo bairro à noite e escolher um lugar à revelia....não tem risco e a diversão é certa.
Tour de Chivas
O famoso Tour de Chivas é muito conhecido e divulgado, mas confesso que é de  gosto duvidoso. O tour é feito em um ônibus super colorido e cheio de luzes piscando o tempo inteiro, como se o ônibus fosse uma “disco sobre rodas”. Está incluído a bebida: rum e coca-cola em temperatura ambiente e quase intragável. Muito democrático e procurado por todo tipo de turista, torna-se a atração das ruas com a música alta de variados ritmos e um locutor que incentiva as pessoas a dançarem em pé no ônibus, enquanto percorre a cidade. Enquanto nos divertimos dentro do ônibus, alguns se irritam fora do ônibus pelo barulho e transtorno que cause no trânsito. Não vimos nenhum monumento que é oferecido pelo tour até porque um ônibus lotado, com luzes de casa noturna e todos dançando era praticamente impossível ver alguma coisa, mas nos divertimos muito com a música e a alegria.
A Salsa por Cartagena
A ideia era conhecer o Café Havanna, muito popular para os turistas e uma referência histórica. Porém, eu decidi que queria algo menos turístico e mais local. Tive a sugestão do hotel para ir ao Donde Fidel,  na Plaza del Reloj. Fica bem numa esquina de Las Bovedas. Lugar simples, discreto, mas que, aos poucos vai sendo tomado de cartageneros. Muito popular e que toca uma salsa de primeira. Nas paredes, fotos com celebridades que ali passaram, comprovando que o lugar é uma preciosidade e muito original. Dançar salsa é “somente dançar salsa mesmo” pois o bar serve apenas bebida e a música é contagiante. Aos poucos as pessoas vão se acomodando pelos cantos apertados até que os casais vão se formando e tomando conta dos corredores apertados. Não tem como ficar parado. Então vai outra dica é: vá ao Dondefidel para se misturar e dançar até não aguentar mais. Esqueça luxo e requinte. Não se intimide se alguém te convidar para dançar. Deixe-se levar pelo som de Cartagena. 
Enfim...esse é um daqueles lugares que preciso voltar. Há muito que experimentar. E, como disse Gabriel Garcia Marquez, a  vida não é o que se viveu, mas sim o que se lembra, e como se lembra de contar isso. Isso fez todo sentido quando terminei esse post. Cada lugar tem uma mágica que se mistura com sua emoção pessoal. O que faz com que a experiência seja única é como as memórias são contadas. Assim como estou contando sobre Cartagena com toda minha carga emocional, misturada com as cores, beleza, leveza, sabores, alegrias de Cartagena, é assim que eu deixo aqui a dica final: tem que ir para saber e vivê-la.


Para mim, a melhor definição de Cartagena é uma cidade vive comemorando a vida, a vitória, a esperança. Parece que foi ontem aquela cidade que heroicamente caiu, mas parece que é hoje que ela está recomeçando.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

quarta-feira, janeiro 29, 2020

Colômbia e a Catedral de Sal, pertinho de Bogotá!

Chegamos em Bogotá num dia tenso. Toda a capital estava envolvida com o “paro geral”. Esse é um tipo de situação que não tem como prever. E, como estaríamos somente 1 dia em Bogotá, o que fazer? O centro da capital fechado. 
Como não tinha informações sobre a disponibilidade de transporte do aeroporto ao hotel com esse movimento de manifestações, optei em contratar um transfer no VIATOR  e recomendo demais. Imaginem que meu voo atrasou 2 horas e, na dúvida se o transfer estaria esperando ou não, consegui passar uma mensagem via email antes de embarcar e imediatamente recebi uma resposta que eles estavam monitorando minha chegada direto com aeroporto. Quando cheguei e tinha um senhor muito simpático e educado nos esperando no aeroporto já tarde da noite que nos levou ao hotel com todo o conforto e segurança. E a VIATOR tem muito suporte para os viajantes em várias questões.
Nosso hotel era perto da região do parque 93 ou “Zona T” para que pudéssemos ter mais acessibilidade à noite, com a região restaurantes e opções noturnas, porém, mais afastado do centro da cidade.O hotel que ficamos- HOTEL ANDES PLAZA e  a decisão foi acertada, pois não havia como ter mobilidade para o centro. Sem opção de conhecer Bogotá, o plano B entrou em ação: o que fazer 1 dia em Bogotá? Sair de Bogotá! 
Essa foi a recomendação do próprio hotel que, com muito zelo, não nos recomendou ir ao centro da cidade naquele dia em especial. 
No próprio hotel conseguimos um transfer seguro, de confiança e que com muita simpatia nosso levou para a Catedral do Sal em Zipaquirá. Um contratempo que nos proporcionou um encontro fantástico com a história de um Pueblo e suas minas.

Zipaquirá

Conhecida como cidade do Sal pela existência das minas de extração, fica perto de Bogotá (cerca de 25km). Pelas histórias e relatos, o local já existia antes mesmo da conquista espanhola quando possivelmente era habitada por povos indígenas. Em 1600 a “Villa de Zipaquirá” foi constituída e hoje é conhecida internacionalmente por sua Catedral de Sal que em 2007 foi reconhecida como “Primeira maravilha de Colômbia” e o centro de Zipaquirá foi declarado património histórico e cultural de Colômbia.














Catedral de Sal 

Um santuário católico impressionante construído no interior das minas de sal de Zipaquirá que os mineiros, muito católicos, tinham como proteção e devoção frente ao trabalho árduo e arriscado. Antes de iniciar a sua jornada de trabalho, eles enfeitavam os espaços com imagens religiosas dos seus santos e pediam bênçãos e proteção.

A catedral antiga é de 1954 e foi construída nas antigas galerias cavadas e foi dedicada à Nossa Senhora do Rosário, que na religiosidade católica é a Padroeira dos Mineiros. Devido aos riscos estruturais do local foi fechada em 1990.  Em 1995 foi inaugurada a atual Catedral que fica 60 m por baixo da Catedral antiga. 















Toda a extensão representa as estações da Via Crucis de Jesus Cristo e, além da igreja subterrânea, tem um centro cultural e comercial local com temas relacionados à história das minas e a diversidade dos recursos naturais, além do comércio de esmealdas. Os estudos arqueológicos confirmam que a exploração das minas já ocorria desde o século V.  O sal de Zipaquirá, que ainda hoje se concentra no local, tem cerca de 200 milhões de anos. A formação é por causa da pressão e calor que fez o sal se deslocar para as regiões das minas, cuja acumulação vem das montanhas de Zipaquirá. 

















O passeio consiste em três seções principais: Via Crucis, Naves e Altar principal.
Via Crucis: uma entrada principal leva ao túnel que muito bem sinalizado ao longo de todo caminho, percorremos as estações do Via Crucis que são desenhados nas rochas de sal. Tudo isso é feito com o suporte de áudio guia. O túnel leva a Cúpula central percorrendo cada estação do Via Crucis. O caminho leva a rampa principal aonde se vê a imponente cruz em baixo-relevo. Como toda catedral, as Naves levam ao centro da catedral com Altar principal




















É pelas naves que se chega ao centro e ao altar-mor e na parte mais profunda temos a visão da escultura "A Criação do Homem", homenagem a Michelangelo, obra talhada em mármore do escultor Carlos Enrique Rodríguez Arango. Quatro enormes colunas simbolizam os quatro evangelistas.


A caminhada é bem tranquila, mas o ar fica diferente por causa da umidade. No final eu fiquei bem cansada com a respiração pesada: metade disso era emoção mesmo.
O que realmente me impressionou foi constatar o que a fé e a devoção são capazes de movimentar: debaixo da terra, num ambiente naturalmente hostil, homens ainda conseguem se apoiar no que há de melhor e criar um acolhimento e conforto espiritual. 
E com apenas 1 dia em Bogotá, o que fazer sem mobilidade ao centro?
Comer muito bem!
Fomos ao Parque 93 que estava bem perto do hotel e por mero acaso optamos pelo Barra Chalaca - parque 93 e fechamos com chave de ouro: especialidade em frutos do mar, lamentamos não termos conseguido visitar o centro, mas satisfeitas pelo dia na Catedral de Sal. 

A próxima parada seria Cartagena e a ansiedade estava explodindo. E sabe o que melhor tiramos dessa parada em Bogotá?
Viajar é isso também. Nem sempre o plano funciona 100%. O que podemos fazer é rir e buscar outras alternativas. Mas a diversão tem que prevalecer.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Colômbia - Grandes Motivos para ir e como se programar!

Somos América Latina com diferenças de colonização e temos a sorte do Brasil ser fronteira com quase todos os países. A América Latina é uma riqueza de cultura e história que foi palco de grandes conquistas, sofrimento e exploração de riquezas. E essa história está viva em cada país, cada cidade dessa linda América. E tem uma coisa que é comum e fato nessa terra unificada pela geografia, mas nem sempre pelas experiências, que é a alegria e otimismo! Ô povo alegre!!! Ô povo otimista.
A Colômbia é assim, multiplicada por 1000! Simpática, acolhedora, simples e alegre. 
Sem falar na gastronomia, que une as pessoas, a Colômbia é um arraso em culinária. Em todas as cidades come-se muito bem a preços justos. 
E gente forte, alegre e comida das melhores é a receita certa para um país festivo e de muita musicalidade. Para todos os cantos a música é parte da rotina, proporcionando uma paleta de cores especial para Colômbia.

Esse roteiro, que fiz na companhia de minha irmã, foi decisivo por alguns motivos pessoais: amamos ler e Gabriel Garcia Marquez é nosso ídolo. Amamos história e conhecer o caminho das índias por Cartagena era uma grande curiosidade. Amamos praia e conhecer o Caribe era um sonho. Com essa afinidade, fizemos nosso roteiro apertadinho mas completo:  1 dia em Bogotá,  3 dias em Cartagena e 3 dias em San Andrés

















Mas não é fácil viajar para alguns países da América Latina : a escassez de malha aérea reflete nos preços de passagem. Importante é ter flexibilidade e se programar com antecedência. Além da pouca oferta, é uma logística cansativa e muito “picada”.  Mas, quando a gente quer, a gente faz. E foi assim que nos programamos: 
Aéreo: mesmo pagando um pouco mais caro, decidimos por menos paradas. O tempo era curto para ficarmos muito tempo entre um aeroporto e outro.
Período de ida: estudamos bem o período para fugir das chuvas. Entre maio e novembro o risco de chuva é maior. A alta temporada no verão é muito concorrida. Decidimos ir início de dezembro que ficava no final das chuvas e antes do verão. 
Hospedagem: decidimos lugares que nos permitia mobilidade a pé e proximidade aos locais que queríamos conhecer, dado o pouco tempo em cada local. Hotéis mais centrais e mais simples.  
Bagagem: item importante para qualquer viagem, mas ainda estamos ensaiando em viajar somente com mala de mão. Acreditem: é um exercício difícil, principalmente porque já sabíamos que San Andrés é um ponto de comércio livre com todos aqueles produtos “objeto-de-desejo-e-supérfluos” que tanto gostamos de comprar.
Ajuda profissional na organização do roteiro: para otimizar nosso tempo, optei pela ajuda do Ricardo Ornelas da trip4u Brasília em quase tudo. É importante valorizar o trabalho profissional que me economizou em tempo e operação de toda a logística. Inclusive ele me ajudou a decidir sobre os passeios que eu deveria fazer e aqueles que não valem tanto a pena, considerando que ele conhece muito bem os locais que iríamos conhecer. Pelo pouco tempo de viagem nosso objetivo era aproveitar bem o tempo em cada destino.


Cuidado com as redes sociais: as redes sociais são excelente fonte de consulta, mas aquela máxima “expectativa x realidade” também é fato. Muitas pesquisas que fiz nas redes sociais não eram exatamente o que de fato acontece na prática. Sabe aquela foto linda da pessoa sozinha com o mar do caribe em segundo plano? Pois é: não é bem assim. Pelo que identifiquei e vivi, o ano inteiro as 3 cidades estão cheias de turistas: locais e estrangeiros. Tentar fazer aquela foto é ter muita paciência ou escolher horários bem alternativos. Tanto Cartagena quanto San Andrés são pontos de turismo para pessoas de Bogotá também, o que traz muito movimento em qualquer época. 
Plano de passeios com alternativas e flexibilidade : ajuda muito a potencializar o tempo, mas nada pode ser engessado. Em Bogotá tivemos a infelicidade de chegarmos no dia do “paro” geral e todos os pontos de visitação que se concentram no centro de Bogotá estavam fechados. Tínhamos somente 1 dia na capital. O que nos ajudou foi termos as opções fora do centro de Bogotá e não perdemos nosso dia de turismo.
“Free walk tour” : fez toda a diferença para nós que adoramos história e ainda tivemos boas dicas de restaurantes e baladas no final do tour. É um movimento mundial que valoriza o guia local e mostra a cidade enquanto caminhamos, além de ser uma opção de contribuição livre no final do tour. 
Então, deu para captar os bons  motivos de ir à Colômbia? Resumindo:
1. Pessoas alegres, simpáticas e acolhedoras
2. Gabriel Garcia Marquez e sua paixão por Cartagena
3. Gastronomia
4. Diversidade de turismo: cultura, história, cidade e praia. Tudo num roteiro só. 
5. Musicalidade e muita salsa: não tem como ficar parado!
6. Mobilidade e segurança
7. Excelente relação custo x benefício (exceto na malha aérea)
8. Diversão certa para todos, independentemente da idade e perfil.



E mais uma dica: 2020 vai ser o ano do turismo na Colômbia, acredite! Então, a hora de se programar é agora.

Esse foi meu planejamento e meu guia de escolha sobre a Colômbia. Agora, sobre a experiência em cada cidade:  Bogotá, Cartagena e San Andrés...tá no forno...e bem temperado.

Vou contar nos próximos posts. Fique de olho!

Visite Brasília

Andrea Pires

Com Salto&Asas é um lugar de verdade, onde compartilho as memórias das viagens que mudaram minha vida e que me transformam diariamente. Sonhar, Planejar e Realizar, o melhor caminho para ter o Mundo nas Mãos! comsaltoeasas@gmail.com

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